Trump assina ordem executiva que reduz tarifas sobre produtos agrícolas brasileiros

Por Zebrinha Richartz 21/11/2025 - 09:19 hs

 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (20) uma nova ordem executiva que altera a política tarifária aplicada a produtos importados do Brasil, reduzindo o impacto da sobretaxa de 40% anunciada em julho deste ano.

De acordo com o documento oficial divulgado pela Casa Branca, a medida afeta principalmente produtos agrícolas, que passam a ser isentos do imposto adicional de forma retroativa a partir de 13 de novembro de 2025. Importadores que já pagaram a sobretaxa terão direito a reembolso, segundo fontes oficiais.

A decisão ocorre após negociações diretas entre Trump e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. Em uma ligação realizada em 6 de outubro, ambos líderes concordaram em abrir discussões para revisar os entraves comerciais que vinham tensionando a relação bilateral, incluindo a aplicação de tarifas recíprocas.

Entre os produtos beneficiados pela redução de impostos estão:

.Carne bovina (diversos cortes)

.Café, chá e especiarias

.Frutas tropicais, como banana, abacaxi e laranja

.Sucos cítricos, incluindo suco de laranja

.Cacau e derivados

.Fertilizantes

Segundo o governo brasileiro, a medida representa um avanço nas relações comerciais com os Estados Unidos. O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, destacou que a ordem executiva vai “na direção correta” e que as negociações continuarão visando a eliminação gradual de tarifas adicionais sobre outros produtos.

O contexto da decisão remonta a 2025, quando os EUA impuseram inicialmente uma tarifa recíproca de 10% sobre diversos produtos brasileiros. Em julho, Trump elevou o adicional para 40%, totalizando até 50% para algumas mercadorias, impactando cerca de 36% das exportações brasileiras para os EUA. A nova ordem executiva reduz esse impacto, ampliando a parcela de exportações brasileiras que entram nos EUA sem sobretaxa.

Analistas apontam que a medida deve fortalecer o agronegócio brasileiro, especialmente setores estratégicos como carne, café e sucos cítricos, ao mesmo tempo em que mantém canais de diálogo abertos para futuras negociações. A expectativa é que o comércio bilateral volte a crescer nos próximos meses, beneficiando produtores e importadores de ambos os países.

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