Freira de 82 anos é assassinada após invasão a convento no Paraná

Por Zebrinha Richartz 23/02/2026 - 08:21 hs

A freira Nadia Gavanski, de 82 anos, foi morta na tarde deste sábado (21) após um homem invadir o convento da congregação Irmãs Servas de Maria Imaculada, localizado no município de Ivaí, na região dos Campos Gerais do Paraná. O crime gerou forte comoção na comunidade local e entre fiéis da região.

De acordo com informações da Polícia Militar do Paraná, o suspeito pulou o muro da instituição por volta das 13h30. A religiosa teria percebido a presença do invasor e o abordado, questionando o que ele fazia no local. Segundo relato das autoridades, o homem afirmou que estaria ali para trabalhar, mas a explicação levantou desconfiança.

Conforme detalhou o delegado Lucas Andraus, da Polícia Civil do Paraná, o suspeito declarou em depoimento que empurrou a freira durante o confronto. Após a queda, ele teria asfixiado a vítima enquanto ela gritava por socorro. O corpo foi encontrado com sinais de agressão.

O homem, de 33 anos, foi preso em flagrante enquanto tentava fugir do convento. Segundo o boletim de ocorrência, ele estava com sangue nas mãos e nas roupas no momento da abordagem e ainda ofereceu resistência à prisão. O nome não foi divulgado pelas autoridades. Ele foi autuado por homicídio qualificado e resistência, sendo encaminhado à cadeia pública.

A Polícia Civil informou que o suspeito relatou ter feito uso de drogas e álcool antes do crime e alegou ter “ouvido vozes”, versão que será apurada durante a investigação. A motivação do homicídio ainda está sendo esclarecida, e exames periciais foram solicitados para complementar o inquérito.

Em nota, a congregação lamentou profundamente a morte da religiosa, destacando sua longa trajetória de dedicação à vida religiosa e ao serviço comunitário. Irmã Nadia atuava há décadas na missão da congregação e era reconhecida pelo trabalho pastoral e social.

O velório foi realizado em Prudentópolis, cidade onde a religiosa viveu grande parte de sua vida e mantinha fortes vínculos com a comunidade.

O caso segue sob investigação e deve ser encaminhado ao Ministério Público após a conclusão do inquérito policial.

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