A Polícia Civil de Santa Catarina esclareceu em cerca de 72 horas o latrocínio da corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, que estava desaparecida na região Norte da Ilha, em Florianópolis. Três pessoas foram presas e um adolescente foi apreendido suspeitos de participação no crime.
O desaparecimento foi comunicado à polícia na última terça-feira (10). Luciani morava sozinha em um residencial localizado na Praia do Santinho e não era vista desde o dia 5 de março.
A partir das informações repassadas pela família, investigadores da Delegacia de Roubos e Antissequestro (DRAS/DEIC) identificaram movimentações suspeitas envolvendo os dados da vítima. Diversas compras estavam sendo realizadas utilizando os meios de pagamento de Luciani em plataformas de comércio online.
No dia seguinte, os policiais localizaram um adolescente retirando mercadorias adquiridas em nome da corretora em diferentes pontos da região Norte da Ilha. O jovem morava no mesmo residencial que a vítima.
Durante as investigações, também foi identificado que o irmão do adolescente, de 27 anos, estava foragido do estado de São Paulo por um latrocínio cometido em 2022 na cidade de Laranjal Paulista, quando o proprietário de uma padaria foi morto com um tiro na cabeça. Ele vivia no mesmo condomínio que Luciani junto com a companheira, de 30 anos.
Ainda durante as diligências, a polícia identificou o possível envolvimento da administradora do residencial, uma mulher de 47 anos e parente dos proprietários do imóvel. Segundo a investigação, ela teria ajudado o casal e se beneficiado das compras realizadas com os dados da vítima.
Durante buscas, os policiais encontraram objetos pertencentes a Luciani, como notebook e televisão, além de mercadorias adquiridas em seu nome. Os itens estavam escondidos em um apartamento desocupado do residencial, sob responsabilidade da administradora.
A mulher foi presa em flagrante e encaminhada ao sistema prisional.
Enquanto as investigações avançavam, o casal suspeito tentou fugir para o Rio Grande do Sul, mas acabou sendo localizado e preso na cidade de Gravataí, após abordagem da Polícia Rodoviária Federal.
Com o avanço da investigação, a Polícia Civil também relacionou o crime ao corpo esquartejado encontrado no dia 9 de março em Major Gercino, na Grande Florianópolis.
Segundo a polícia, o tronco de um corpo feminino localizado no local pertence à corretora. De acordo com a apuração, os suspeitos teriam desmembrado o corpo da vítima e colocado as partes em cinco pacotes diferentes, que foram jogados de uma ponte em área rural do município.
As buscas continuam para localizar as demais partes do corpo.
A investigação aponta que Luciani foi morta entre os dias 4 e 5 de março. O corpo teria permanecido no apartamento da vítima até a madrugada do dia 7, quando foi retirado pelos autores.
Além da Delegacia de Roubos e Antissequestro, o caso contou com o apoio da Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas (DPPD), da 8ª Delegacia de Polícia de Florianópolis (Ingleses), da Delegacia de Polícia de São João Batista e da Polícia Rodoviária Federal.
De acordo com a Polícia Civil, a autoria e a dinâmica do latrocínio e da ocultação de cadáver já foram esclarecidas, mas as investigações seguem para verificar o possível envolvimento dos suspeitos em outros crimes.
Fonte/PCSC
Foto/Internet
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