Operação “Safe Haven” mira crimes de abuso sexual infantojuvenil na internet em Camboriú

Por Zebrinha Richartz 30/04/2026 - 10:15 hs

Na manhã desta quinta-feira (30), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio do CyberGAECO, deflagrou a Operação “Safe Haven”. A ação ocorre em apoio a um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) instaurado pela 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Camboriú, com foco no combate a crimes de abuso sexual infantojuvenil e pedofilia praticados pela internet.

Durante a operação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão expedido pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Balneário Camboriú. A ordem judicial teve como alvo um endereço vinculado a um investigado suspeito de armazenar e compartilhar material ilícito envolvendo crianças e adolescentes.

As investigações tiveram início após o repasse de informações pela Polícia Federal, por meio da Coordenação de Repressão aos Crimes Cibernéticos Relacionados ao Abuso Sexual Infantojuvenil. A atuação integrada entre os órgãos tem como objetivo identificar responsáveis, interromper a circulação de conteúdos ilegais e proteger possíveis vítimas.

Com o apoio técnico da Polícia Científica de Santa Catarina, os dispositivos eletrônicos apreendidos serão submetidos a perícia especializada. O material passará por análise detalhada para extração de dados, que servirão de base para o avanço das investigações, delimitação de condutas e eventual identificação de outros envolvidos.

De acordo com o MPSC, operações como a “Safe Haven” fazem parte de uma atuação contínua no enfrentamento a crimes cibernéticos que atingem crianças e adolescentes, reforçando o compromisso com a proteção integral desse público.

O nome da operação, traduzido como “porto seguro” ou “refúgio seguro”, simboliza a criação de um ambiente protegido para as vítimas, longe de qualquer forma de violência ou exploração.

A investigação segue em sigilo, e novas informações poderão ser divulgadas assim que houver autorização judicial.

Fonte: MPSC/GAECO