Operação “Acabou a Farra” mira envolvidos com Farra do Boi em Florianópolis

Polícia Civil cumpre 28 mandados e investiga maus-tratos, agressões e intimidações na região da Costa da Lagoa

Por Zebrinha Richartz 23/05/2026 - 12:06 hs

A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Proteção Animal do Departamento de Investigação Criminal da Capital (DPA/DIC), deflagrou na manhã desta sexta-feira (22) a “Operação Acabou a Farra”, com foco no combate à prática ilegal da Farra do Boi na região da Costa da Lagoa, em Florianópolis.

A investigação apura um episódio ocorrido no fim de abril deste ano, quando um boi teria sido levado à comunidade por via marítima, sofrido maus-tratos e sido submetido à prática clandestina. Segundo a Polícia Civil, o animal teve os chifres cortados e foi alvo de diversos açoites durante a ação.

O caso ganhou grande repercussão após relatos de ameaças, intimidações e até agressões físicas contra moradores que se posicionaram contra a prática. Algumas famílias, conforme apontado pela investigação, chegaram a deixar suas casas por questões de segurança.

Com a identificação dos suspeitos, as equipes policiais cumpriram 28 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na Costa da Lagoa, Lagoa da Conceição e Ingleses do Rio Vermelho. Durante a operação, foram apreendidos aparelhos celulares e sistemas de armazenamento de imagens (DVRs), que serão submetidos à perícia técnica.

A ofensiva mobilizou 42 policiais civis, incluindo agentes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE) e de diversas unidades da Grande Florianópolis, além de 16 policiais militares. A ação contou ainda com o apoio da Polícia Militar Ambiental, que disponibilizou embarcações e motos aquáticas para o transporte das equipes até os locais de difícil acesso.

A Polícia Civil reforçou que a Farra do Boi é considerada crime de maus-tratos aos animais. Conforme a corporação, os envolvidos também podem responder por associação criminosa, lesão corporal e coação no curso do processo. Somadas, as penas podem chegar a quatro anos de prisão, além de multa.

No âmbito administrativo, a legislação estadual prevê multa de R$ 10 mil para participantes e de R$ 20 mil para organizadores da prática ilegal.

Fonte: PCSC