Anvisa determina recolhimento de lote da Água Crystal após identificação de bactéria

Mais de 374 mil garrafas foram distribuídas em quatro estados; consumidores devem verificar o número do lote antes do consumo

Por Zebrinha Richartz 03/06/2026 - 11:17 hs

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quarta-feira (3) a Resolução nº 2.247/2026, comunicando o recolhimento voluntário de um lote da Água Mineral Natural sem Gás da marca Crystal, fabricada pela Mineração Bom Jesus Ltda., em Luziânia (GO).

A medida envolve o lote LZ1 VAL 200127 3 P 200126, composto por aproximadamente 374,4 mil garrafas de 500 mililitros. O recolhimento foi iniciado após análises realizadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) identificarem a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em uma amostra do produto coletada durante ação de rotina da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF).

Segundo informações da fabricante, as garrafas foram distribuídas no Distrito Federal (230.443 unidades), em cidades vizinhas de Goiás (66.768), no Tocantins (1.439) e no interior de São Paulo (75.750). Até o momento, a empresa afirma não ter recebido reclamações de consumidores relacionadas ao lote.

A orientação é para que os consumidores verifiquem se possuem unidades do lote LZ1 VAL 200127, fabricado em 20 de janeiro de 2026 e com validade até 20 de janeiro de 2027. Caso tenham o produto em casa, a recomendação é não consumi-lo e aguardar as orientações da empresa sobre os procedimentos de devolução e reembolso.

De acordo com informações apresentadas pela fabricante à Anvisa, o recolhimento foi iniciado imediatamente junto às distribuidoras e cerca de 99,2% das unidades do lote já não estariam mais disponíveis para compra nas prateleiras.

A Anvisa reforça que a medida se aplica exclusivamente às unidades do lote LZ1 VAL 200127, produzido na unidade de Luziânia, município localizado a cerca de 60 quilômetros de Brasília. Além do recolhimento, a resolução determina a proibição da comercialização, distribuição e uso das unidades pertencentes a esse lote específico.

A empresa informou ainda que protocolou documentos junto à Anvisa comprovando a realização de uma investigação interna para apurar a ocorrência e identificar possíveis causas da contaminação. Representantes da fabricante também se reuniram com a Agência, prestaram esclarecimentos e vêm colaborando com as autoridades sanitárias durante o processo.

A investigação segue em andamento sob acompanhamento da Anvisa e das vigilâncias sanitárias envolvidas. Até o momento, segundo os órgãos responsáveis, as informações disponíveis, incluindo o laudo fiscal e os documentos apresentados pela empresa, indicam que a ocorrência está restrita exclusivamente ao lote recolhido.

A bactéria Pseudomonas aeruginosa pode ser encontrada em ambientes úmidos e, em determinadas situações, representar risco à saúde, especialmente para pessoas com o sistema imunológico comprometido.

Fonte/ANVISA