Polícia Civil apreende criptomoedas e bloqueia bens de casal investigado por desvio de R$ 9 milhões em SC

Operação cumpriu mandados em Florianópolis e resultou na maior apreensão de criptoativos autocustodiados já realizada pela Polícia Civil catarinense

Por Zebrinha Richartz 18/06/2026 - 08:16 hs

A Polícia Civil de Santa Catarina realizou, nesta quarta-feira (17), uma operação que resultou na apreensão de criptomoedas e no bloqueio de bens de um casal investigado pelo desvio de aproximadamente R$ 9 milhões de uma empresa catarinense. A ação foi coordenada pela Delegacia de Combate a Estelionatos da Capital (DCE/Capital), com apoio da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI/DEIC).

Durante o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em Florianópolis, os policiais localizaram e apreenderam cerca de 72 mil dólares em criptomoedas autocustodiadas, considerada a maior apreensão desse tipo de ativo digital já realizada pela Polícia Civil de Santa Catarina.

As investigações tiveram início há cerca de três meses e apontam que um dos sócios da empresa vítima teria desviado recursos ao longo de vários anos. Segundo a apuração, aproximadamente R$ 9 milhões foram transferidos para uma empresa registrada em nome da esposa do investigado e, posteriormente, redistribuídos para contas vinculadas ao próprio suspeito, em uma suposta tentativa de ocultar a origem dos valores.

Além da apreensão dos ativos digitais, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias dos investigados e da empresa utilizada no esquema, até o limite de R$ 9 milhões. Também foram decretadas a indisponibilidade de imóveis, o sequestro de bens de luxo, incluindo joias, relógios e artigos de grife, além da retenção dos passaportes do casal.

Outra medida determinada pela Justiça foi o afastamento cautelar do investigado da administração da empresa.

A localização e o rastreamento das criptomoedas contaram com apoio tecnológico especializado, utilizando plataformas de análise blockchain que permitiram identificar e vincular os ativos digitais aos investigados.

De acordo com a Polícia Civil, a operação demonstra o avanço das técnicas de investigação voltadas ao rastreamento e à recuperação de ativos digitais, cada vez mais utilizados em esquemas de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato majorado e lavagem de dinheiro.

Fonte/PCSC