Mais de 600 pinguins-de-magalhães encalham no Norte de SC durante migração
Especialistas alertam que a maioria dos animais chega debilitada ao litoral e reforçam orientações para a população em casos de resgate
Especialistas alertam que a maioria dos animais chega debilitada ao litoral e reforçam orientações para a população em casos de resgate
Mais de 600 pinguins-de-magalhães foram encontrados encalhados no Norte e Litoral Norte de Santa Catarina entre os meses de maio e 20 de julho. Os dados são do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), executado pela Univille, e acendem um alerta para o período de migração da espécie.
Os registros foram realizados nos municípios de Itapoá, São Francisco do Sul, Balneário Barra do Sul e Araquari. Do total de animais encontrados, apenas 50 foram resgatados com vida.
De acordo com a médica-veterinária Giulia Lemos, responsável pelo PMP-BS/Univille, o aumento no número de encalhes está diretamente ligado ao período migratório dos pinguins-de-magalhães. Nessa época do ano, muitos animais, principalmente os mais jovens, percorrem longas distâncias em busca de alimento e acabam chegando ao litoral catarinense debilitados, com sinais de desnutrição, desidratação e exaustão.
Após o resgate, os pinguins recebem atendimento veterinário para estabilização do quadro clínico. Quando apresentam condições de recuperação, são encaminhados para a Associação R3 Animal, onde passam por um processo de reabilitação que inclui testes de natação, avaliação da impermeabilização das penas e outros procedimentos necessários antes da soltura e do retorno ao ambiente natural.
O PMP-BS orienta que, ao encontrar um pinguim na praia, a população não deve tocar no animal nem tentar devolvê-lo ao mar. A recomendação é manter distância, evitar aglomerações e acionar imediatamente a equipe responsável pelo monitoramento ou os órgãos ambientais competentes, garantindo que o resgate seja realizado de forma segura e adequada.
Todos os anos, entre o outono e o inverno, os pinguins-de-magalhães deixam as regiões mais frias da Patagônia, na Argentina e no Chile, e seguem em migração pelo litoral brasileiro. Embora esse deslocamento seja natural, fatores como escassez de alimento, poluição, ingestão de resíduos e interação com atividades pesqueiras podem aumentar o número de animais encontrados debilitados ou mortos nas praias.
Fonte/Univille
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