Terremoto de magnitude 5,6 é registrado próximo à fronteira entre Peru e Brasil

Por Zebrinha Richartz 31/07/2026 - 08:31 hs

Um terremoto de magnitude 5,6 foi registrado na noite de quinta-feira, 30 de julho de 2026, próximo à fronteira entre o Peru e o Brasil. O abalo sísmico ocorreu às 21h58 (horário de Brasília) e teve epicentro nas proximidades da cidade de Pucallpa, no departamento de Ucayali, no lado peruano da fronteira, a cerca de 60 quilômetros do estado do Acre.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o tremor ocorreu a uma profundidade de aproximadamente 145 quilômetros. Por se tratar de um terremoto profundo, a probabilidade de danos significativos na superfície é considerada baixa, já que parte da energia é dissipada antes de atingir áreas habitadas.

Moradores de diversas cidades da região relataram nas redes sociais que sentiram o tremor, embora de forma leve a moderada. Em Pucallpa e municípios próximos, o abalo provocou susto entre a população, mas, até o momento, não há registro oficial de vítimas, feridos ou danos materiais.

As autoridades peruanas iniciaram o monitoramento da ocorrência logo após o registro do terremoto. Também não foi emitido qualquer alerta de tsunami, uma vez que o epicentro ocorreu em área continental e em grande profundidade, cenário que reduz significativamente esse tipo de risco.

Apesar da proximidade com o território brasileiro, não houve relatos de tremores sentidos pela população do Acre ou de outros estados da Região Norte. Os órgãos de monitoramento seguem acompanhando a atividade sísmica para verificar a possibilidade de eventuais réplicas, que, até a publicação desta reportagem, não haviam sido registradas.

Região de intensa atividade sísmica

O Peru está localizado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, faixa geológica que concentra cerca de 90% dos terremotos registrados em todo o mundo. A intensa atividade sísmica é resultado do encontro entre a placa tectônica de Nazca e a placa Sul-Americana. Nesse processo, conhecido como subducção, a placa oceânica mergulha sob o continente, liberando grandes quantidades de energia e provocando terremotos com frequência.

Em razão dessa característica geológica, o país possui um dos mais avançados sistemas de monitoramento sísmico da América do Sul. Tremores de diferentes magnitudes são registrados regularmente, embora apenas uma pequena parcela resulte em danos significativos.

Especialistas destacam que terremotos com profundidade superior a 100 quilômetros, como o registrado na noite de 30 de julho de 2026, costumam ser menos destrutivos do que os superficiais. Ainda assim, eventos desse porte são acompanhados de perto pelas autoridades para avaliar possíveis impactos e garantir a segurança da população.