O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), em apoio à 39ª Promotoria de Justiça da Capital, deflagrou na manhã desta terça-feira (4) a segunda fase da Operação Desmos, voltada ao combate de uma facção criminosa com atuação nas regiões Oeste e Meio-Oeste de Santa Catarina.
Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas. As ações ocorreram nos municípios de Chapecó, Catanduvas, Xaxim, Herval d’Oeste, Piratuba, Joinville, Xanxerê, Caxambu do Sul e Nova Erechim.

De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, os investigados são suspeitos de integrar a estrutura financeira e operacional da organização criminosa. Durante o cumprimento dos mandados, uma pessoa foi presa em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
A investigação é um desdobramento da Operação Sodalitas Finis e identificou indícios da existência de uma rede organizada para arrecadar e movimentar recursos destinados ao financiamento das atividades da facção. Conforme as apurações, valores conhecidos como "dízimos" eram recolhidos em diversos municípios catarinenses e utilizados para custear atividades ilícitas, como o tráfico de drogas, a aquisição de armamentos e a manutenção da estrutura da organização.
As investigações também apontam que havia uma divisão estruturada de funções entre os integrantes do grupo, envolvendo arrecadação de dinheiro, movimentação financeira e coordenação das atividades criminosas.
Segundo o Ministério Público, os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Além das buscas, a Justiça autorizou a quebra do sigilo de dados telefônicos e telemáticos dos aparelhos eletrônicos eventualmente apreendidos durante a operação.
Todo o material recolhido será encaminhado à Polícia Científica para realização de perícia e posterior análise pelas equipes responsáveis pela investigação.
As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento da movimentação financeira da organização criminosa.
Fonte: MPSC/GAECO