Bebê sofre queimaduras com água quente, aguarda cerca de três horas por atendimento e família denuncia omissão em Capinzal

Por Zebrinha Richartz 17/09/2026 - 09:12 hs

Um bebê de apenas 1 ano e 9 meses, vítima de queimaduras de primeiro e segundo graus, teria permanecido por cerca de três horas aguardando atendimento adequado no Hospital Nossa Senhora das Dores, em Capinzal, no Meio-Oeste de Santa Catarina. O caso gerou indignação entre autoridades de Zortéa, município onde a criança mora.

O acidente aconteceu na noite de domingo (13), quando o menino sofreu queimaduras após o derramamento de água quente. Inicialmente, ele foi atendido na Unidade Básica de Saúde de Zortéa, com apoio da equipe emergencial Anjos da Vida, e posteriormente encaminhado em caráter de urgência ao hospital de Capinzal.

Conforme o relatório médico emitido pela própria unidade hospitalar, a criança apresentava queimaduras térmicas de primeiro e segundo graus na região da face e no tórax anterior. O documento também descreve áreas com aspecto esbranquiçado ou pálido, característica que pode estar relacionada a uma lesão mais profunda da pele.

A extensão das queimaduras foi estimada em aproximadamente 15% da superfície corporal. Diante do quadro, o paciente necessitava de avaliação especializada, além de cuidados específicos com os ferimentos e definição da continuidade do tratamento.

Segundo relatos apresentados pelas autoridades, o hospital teria realizado apenas procedimentos considerados básicos, como a administração de medicação e aplicação de pomada nas áreas atingidas. Ainda conforme a denúncia, a unidade não teria realizado a regulação da criança para um centro especializado.

A justificativa apresentada teria sido a ausência de convênio vigente entre o hospital e a Prefeitura de Zortéa.

Diante da situação, a criança precisou aguardar aproximadamente três horas até conseguir ser encaminhada para outra unidade de saúde, onde poderia receber atendimento especializado para o tratamento das queimaduras.

O caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes, que poderão avaliar as circunstâncias do atendimento e os procedimentos adotados pela unidade hospitalar.